«مَا تَرَكْتُ بَعْدِي فِتْنَةً أَضَرَّ عَلَى الرِّجَالِ مِنَ النِّسَاء»

terça-feira, janeiro 17, 2006

É batota!

Estes gráficos da Marktest mostram um enscândalo. Como se compreende que Louçã esteja em segundo lugar no número de notícias? Quem é Manuel Alegre? Que brilhantes ideias trouxe ele ao debate até agora que justifiquem o segundo lugar em tempo de antena nos telejornais? Porque é que o único candidato que fala nos verdadeiros poderes constitucionais do presidente está em último lugar em número de notícias e tempo de antena? Porque não se ouve falar nestes gráficos em mais nenhum meio de comunicação? Porque não são discutidos? Porque é que AACS não emite uma recomendação?

3 Comments:

Anonymous Helena said...

Simples, porque se os cidadãos conhecessem devidamente o que pretende cada candidato, o que defende, que modelo tem para Portugal, poderiam querer uma mudança a sério e, em vez de irem votar todos em carneirada no cavaco - que de resto, é a opção que mais convém aos donos da imprensa e do capital - ainda votavam no JERÓNIMO.
Grande chatisse... O Jerónimo é contra a acumulação de capital...

1:20 da manhã  
Anonymous Margarida said...

O Cavalo Vencedor e o Cavaco Perdedor

Hoje, no Forum da TSF sobre as sondagens, às tantas ouvi o Pedro Magalhães (Director do Centro de Sondagens da Católica) e (pondo as barbas de molho como o Mais Livre já alertou) a dizer que “as sondagens não servem para prever resultados eleitorais, servem para descrever intenções de voto”, “para o eleitorado da direita o Cavaco é o seu candidato” e até que “as eleições decidem-se no voto e não nas sondagens”.

Nessa altura, mais do que nunca ficou para mim claro que estas “sondagens” (e particularmente as “diárias” do DN e da TSF) foram a arma a que desta vez os cavaquistas (i.e. os grupos económicos e financeiros que pretendem pôr Cavaco na PR), deitaram a mão com mais força, para nos levarem na conversa deles..

Estas “sondagens” tentam fazer Cavaco parecer o que não é. Tentam dar dele a imagem de “vencedor”, escondendo que Cavaco é um candidato banal e minoritário. Banal, como se viu pelas generalidades que debitou nos debates e continua a debitar na campanha. Minoritário porque só tem o apoio do PSD e do PP. E bem nos lembramos das encenações com o Veiga e o Carlos Beato para “provar” apoios fora do seu campo, quando o Veiga se representa a si próprio e o Beato já antes o tinha apoiado...

Isto é tentam vender-nos o Cavaco como (durante muitos anos) nos venderam o sabonete Lux, não porque fosse um sabonete melhor do que os outros, mas porque era usado por nove em cada dez estrelas de Hollywood. Agora impingem-nos Cavaco, não porque seja melhor mas porque 60, 55, ou 53 por cento dos portugueses alegadamente vão votar nele...isto é, jogam no facto das pessoas gostarem de apostar no cavalo vencedor.

Mas estas “sondagens diárias” têm tão pouca credibilidade que nem sequer o Pedro Magalhães as inclui no gráfico do seu blogue Margens de Erro. É que as variações diárias que desde o dia 9, fazem as manchetes do DN e da TSF, estão todas dentro da margem de erro da própria sondagem e assim essas tais variações diárias podem portanto não significar rigorosamente nada.
Mas disto ninguém avisa nem os ouvintes da TSF nem os leitores do DN...

Mesmo “pegando” nestas “sondagens”, em números brutos nem uma única vez sequer o Cavaco atingiu os 50%...no máximo foi aos 48% em 10 e 11 de Janeiro e hoje quedou-se pelos 41%. Isto é, nas 600 pessoas que em quatro dias foram inquiridas, nem 300 disseram que vão votar nele e hoje 240 dizem que sim mas 360 dizem que não.

E assim, apesar das “sondagens” se esvai a máscara do Cavalo Vencedor e começa a surgir o verdadeiro Cavaco Perdedor.

As sondagens – não as subestimemos – são técnicas poderosas para fazer a cabeça às pessoas, para criar modas, para nos porem a comprar coisas de que antes nunca necessitámos, para nos porem a simpatizar com quem não conhecemos (ou vice-versa). As sondagens custam dinheiro, muito dinheiro. Por isso quem o tem e quer atingir um determinado fim usa e abusa delas.

Mas sendo as “sondagens” a arma “deles”, é bom que a malta não esqueça que o voto é a nossa arma. E eu como trabalhadora e mulher vou usar o meu voto para eleger Jerónimo. E convido todos a ousarem fazer o mesmo!

10:46 da tarde  
Anonymous Luisa said...

O monge copista
Francisco Trigo de Abreu, (in O Independente, 20 de Janeiro de 2005)


Francisco Louça publicou um texto sobre o Iraque. Uma semana antes, um investigador canadiano escrevera um artigo quase igual. José Casanova, do PCP, fala de plágio.

Os factos remontam a 26 de Fevereiro de 2001. Francisco Louça escreve no suplemento de Economia do “Público” um artigo intitulado “Bombas em Bagdad para salvar a Bolsa”. O texto, assinado pelo deputado do BE na coluna Bancada Económica, não tem nenhuma referência bibliográfica ou qualquer citação. No mês seguinte, José Casanova, dirigente do PCP, acusa-o indirectamente de ter plagiado o texto de um outro escrito de Michel Chossudovsky, um professor de Economia da Universidade de Otava. No artigo escrito no “Avante!”, José Casanova sublinha que o texto, que estabelece uma ligação entre os bombardeamentos no Iraque e as dinâmicas bolsistas de algumas empresas em Wall Street, começava exactamente da mesma maneira (“Na zexta-feira, dia 16 de Fevereiro”), “chegava às mesmíssimas conclusões, com a particularidade de repetir ‘ipsis verbis’ palavras, frases e parágrafos inteiros do texto do deputado do Bloco de Esquerda”. Tendo o artigo do investigador da Universidade de Otava sido escrito uma semana antes do artigo publicado por Francisco Louça, José Casanova colocava ironicamente a questão de “saber quem é o quê em matéria de plagiador e plagiado”. O dirigente comunista citava ainda outro autor, explicando que “o mundo recompensa com maior frequência as aparências do mérito do que o próprio mérito”.

O artigo de Louça, que estava esquecido até começar a correr em vários blogues ao longo das últimas semanas, faz menção às perdas de cotação de várias empresas e as mais-valias que foram realizadas no mesmo dia, já depois de os EUA terem bombardeado o Iraque. As empresas são rigorosamente as mesmas nos dois artigos – Nortel, Dell Computers, Hewllet-Packard, Exxon, Chevron, Texaco, Boeing, General Dynamics, Lockheed Martin, Northrop Grumman e Rayethon.

Francisco Louça e Chossudovsky também partilham um parágrafo dedicado à “Harken Energy Corporation, uma empresa-chave na exploração do petróleo colombiano e de que George Bush foi director executivo”. Também ambos explicam que “a Harken está directamente envolvida na operação Colômbia”. Francisco Louça acrescentava que este era “um ambicioso plano de acção militar americana na zona amazónica”. Expressões como “diplomacia de mísseis” ou “mais dois dias e Bagdad era bombardeada” também são rigorosamente iguais. Assim como a transcrição de um parágrafo em que George Bush era citado: “Planeio romper com a ortodoxia do Pentágono e criar uma arquitectura para a defesa da América e dos nossos aliados, investindo em novas tecnologias e sistemas de armamento”. O político e o professor canadiano partilhavam ainda a mesma reflexão sobre o anúncio de Bush: confirmara-se entretanto “a encomenda do novo caça F-22 Raptor, que a Lockheed vai desenvolver, numa operação de cerca de 60 mil milhões de dólares”.

Finalmente, os dois colunistas partilhavam a informação de que “Bush ratificou um novo investimento imediato de 2,6 mil milhões de dólares para reforçar a investigação e desenvolvimento de novas armas”. Instado pelo Independente a pronunciar-se sobre as coincidências dos dois textos, Louça recusou fazer qualquer comentário.

3:38 da tarde  

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